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Radar de velocidade média vai contra Código de Trânsito? Entenda!

  • contatoajaanadecon
  • 2 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

Por Julia Vargas

Publicado em 30/11/2025


Confira como o equipamento que está em fase de teste funciona e quais os impactos de sua instalação nas estradas brasileiras


Dentre as multas de trânsito mais comuns do Brasil, a autuação por excesso de velocidade está entre as mais registradas.

Mas, em um futuro próximo, essa infração pode se tornar ainda mais comum, já que os chamados radares de velocidade média estão em fase de teste em várias estradas do Brasil.


De acordo com os relatórios de verificação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), em 2024 o país possuía um total de 26.392 radares, considerando apenas os dispositivos que estavam em funcionamento.


Desse montante, cerca de 94% dos equipamentos são do tipo fixo (24.937) e apenas 6% são do tipo portáteis (1.455).


Isso em breve pode mudar com a aprovação dos novos modelos que estão sendo avaliados pelas autoridades do governo e são vistos como uma forma de combater o alto índice de acidentes de trânsito.


Como o radar de velocidade média funciona


O radar de velocidade média começou a ser discutido recentemente no Brasil, mas existe desde 1999, quando foi implementado pela primeira vez no Reino Unido.


Por lá, as câmeras são amarelas para que os motoristas saibam que estão entrando numa zona de monitoramento.


Em outubro deste ano, a concessionária EPR Via Mineira iniciou os testes de radares de velocidade média na BR-040, entre Belo Horizonte e Juiz de Fora.


Os primeiros equipamentos foram instalados em Nova Lima, na Região Metropolitana da capital, com limite de 100 km/h.


Apesar de estarem em pleno funcionamento, os dispositivos estão em fase educativa, ou seja, nenhum condutor será multado se exceder o limite de velocidade.


Mas, caso seja homologado, aprovado e instalado, esse tipo de radar tem potencial para autuar um número bem maior de motoristas graças ao seu modo de funcionamento.


Esse modelo é diferente dos radares convencionais, já que, em vez de registrar a velocidade apenas em um ponto, faz a aferição em um trecho que pode chegar a dezenas de quilômetros.


Isso acontece pois o sistema captura a placa do veículo na entrada e na saída do trecho monitorado.

A partir da distância e do tempo de deslocamento, calcula-se a velocidade média.


No caso da EPR Via Mineira, os aparelhos detectaram 306 veículos acima do limite permitido (100 km/h), com média de 105 km/h, durante o período inicial de observação, que foi de 11 a 21 de outubro.


O funcionamento consiste nos seguintes passos:


O primeiro radar posicionado no quilômetro 545 registra as placas dos veículos que passaram, bem como os horários exatos de cada um;

O segundo radar, que fica no quilômetro 551 da rodovia faz os mesmos registros das identificações dos automóveis e das horas;

Em seguida, um softwares registra o tempo que o cada veículo demorou para fazer o trecho de 6 km entre os dois radares;

A tecnologia realiza o cálculo básico de velocidade média, que consiste em dividir a distância do trecho pelo tempo gasto para percorrê-la.


Exemplo: Se o carro demorou 3 minutos e 36 segundos para percorrer 6 km  (6 km ÷ 0,06 horas), sua velocidade média foi de 100 km/h, dentro do limite estabelecido.


Mas, se o automóvel levou apenas 3 minutos de um aparelho até o outro (6 km ÷ 0,05 horas), sua velocidade média foi de 120 km/h.


O objetivo, segundo as autoridades de trânsito e concessionárias de rodovias, é estimular uma condução contínua e segura, evitando que o condutor reduza acelerações e freadas bruscas apenas próximo de de radares fixos.




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