top of page

Comissão aprova criação de sistema nacional de prevenção e combate ao feminicídio

  • contatoajaanadecon
  • há 5 dias
  • 2 min de leitura

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou projeto que cria o Sistema Nacional de Prevenção e Combate ao Feminicídio (SinaFem).



A proposta busca integrar, em todo o país, as ações dos órgãos de segurança pública, Justiça, saúde e assistência social para prevenir a violência contra a mulher e fortalecer a proteção às vítimas.

O texto também institui o Alerta Imediato de Risco Feminicida.


O sistema permite que a polícia seja acionada em até uma hora após o registro de denúncia que indique ameaça grave, risco iminente de feminicídio ou reincidência de violência doméstica.


Caso o protocolo não seja cumprido, o agente público responsável poderá responder administrativamente.

O colegiado aprovou o substitutivo da relatora, deputada Delegada Ione (PL-MG), ao Projeto de Lei 6072/25, do deputado Ribamar Silva (Pode-SP), e apensados.


O texto aprovado reúne medidas previstas em três propostas e faz ajustes para evitar sobreposição com mudanças recentes na Lei Maria da Penha.


"A proposição é estratégica no combate da violência de gênero ao retirar a prevenção ao abuso contra as mulheres da esfera das intenções e colocá-la no campo das obrigações legais, com dotação orçamentária e protocolo operacional claro", afirmou a parlamentar.


O texto aprovado também prevê que estados, Distrito Federal e municípios destinem percentual mínimo de seus orçamentos a políticas de proteção às mulheres e determina que a União institua cofinanciamento para essas ações.


Sistema nacional

Entre as ações previstas para o SinaFem estão:

  • campanhas permanentes de conscientização sobre violência contra a mulher;

  • capacitação de agentes públicos;

  • fortalecimento da integração entre segurança pública, saúde, assistência social e educação;

  • divulgação de informações sobre sinais de risco e mecanismos de proteção; e

  • atendimento prioritário às famílias de vítimas de feminicídio, especialmente filhos menores de idade e dependentes econômicos.



Rede de acolhimento e apoio aos órfãos


A proposta cria ainda a Rede Nacional de Acolhimento às Mulheres, para oferecer atendimento psicossocial e jurídico às vítimas de violência.

Também institui o Fundo Nacional de Amparo aos Órfãos do Feminicídio, destinado a garantir proteção financeira e educacional aos filhos e dependentes das vítimas.

Além disso, o agressor condenado perderá automaticamente o poder familiar e deverá pagar pensão mensal aos filhos da vítima até os 24 anos.


Outras medidas


O texto também estabelece:

  • criação do Programa Nacional de Casas-Abrigo Permanentes, com cofinanciamento federal e estadual;

  • obrigatoriedade de Delegacias da Mulher funcionando 24 horas em municípios com mais de 100 mil habitantes, admitindo consórcios regionais para cidades menores;

  • criação da Patrulha Nacional Permanente de Proteção à Mulher;

  • instituição do Dossiê Nacional de Risco Feminicida, com classificação objetiva do risco e prioridade para mulheres em situação de maior vulnerabilidade;

  • criação do Programa Nacional de Prevenção Escolar ao Feminicídio, com ações educativas nas escolas; e

  • criação de um canal nacional para recebimento de denúncias qualificadas de risco de feminicídio.


Próximos passos


A proposta será analisada pelas comissões de Defesa dos Direitos da Mulher;

de Finanças e Tributação;

e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


Depois, seguirá para votação pelo Plenário da Câmara.


Para virar lei, precisará ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.


Reportagem – Emanuelle BrasilEdição – Ana Chalub

Fonte: Agência Câmara de Notícias



Comentários


Associação Brasileira em Defesa do Consumidor Criança e Adolcente do Idoso e em Defesa da Cidadania CNPJ 09.375.843/0001-47

bottom of page