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Reconhecer a violência é o primeiro passo para impedir que ela avance

  • contatoajaanadecon
  • 10 de mar.
  • 3 min de leitura

A violência doméstica contra a mulher quase nunca começa com gritos ou agressões físicas.

Ela começa com pequenos gestos, frases que parecem inocentes, atitudes que se repetem até criar um ambiente de controle, isolamento e medo.


Neste mês de março, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lança a campanha “A violência não mora aqui”, que, em sua primeira semana, busca ajudar a sociedade a identificar esses sinais e entender como agir diante deles.  

 

A ideia é que todos — familiares, vizinhos, amigos e amigas, colegas de trabalho e as próprias meninas e mulheres — saibam reconhecer os alertas.


Muitas pessoas convivem por tanto tempo com comportamentos abusivos que acabam achando normal o que não é, por isso identificar a violência nem sempre é simples. 

 

Violeta, de 23 anos, sempre foi alegre e comunicativa, mas seu comportamento começou a mudar diante das violências praticadas pelo companheiro dentro de casa.

Sem compreender exatamente o que estava acontecendo, passou a se sentir constantemente angustiada e em alerta.

As ameaças, os gritos e a quebra de objetos criaram um ambiente de medo e insegurança, fazendo com que a jovem se tornasse cada vez mais retraída e silenciosa, afastando-se de amigos e familiares. Somente depois de tomar conhecimento sobre as formas de violência, Violeta compreendeu a sua condição e procurou ajuda.

Ela conversou com amigas, ligou para o 180, recebeu orientação e pediu ao juízo medidas protetivas de urgência.

O juízo analisou o caso com rapidez e determinou o afastamento imediato do agressor do lar.

Ele teve que sair de casa e não pode mais se aproximar dela.

Amparada por medidas de proteção, Violeta começou a reconstruir a sua vida.

Sentindo-se mais segura, recuperou o sono e, principalmente, a sua voz. 

Violeta é uma personagem fictícia, mas que representa um caso comum relatado às equipes de psicólogos e assistentes sociais que atuam no Judiciário. 

E vale lembrar:

  • Os abusos não acontecem apenas em relações heterossexuais, nem apenas entre relacionamentos amorosos.   

  • A Lei Maria da Penha (Lei n. 11.340) pode ser aplicada em diferentes tipos de relação:

  • por exemplo, na relação das empregadas domésticas com família para quem trabalham;

  • nos vínculos entre avós e netos;

  • entre tios, primos, companheiros, namorados e ex-parceiros, e até mesmo nas relações entre pai ou mãe e filha.    


Aprenda a identificar os tipos de violência 


Violência psicológica, violência patrimonial recorrente e ameaça são alguns dos sinais de alerta.

Ao perceber essas situações, é fundamental buscar apoio de pessoas próximas ou recorrer à rede de atendimento especializada em violência contra a mulher.

Entre os serviços disponíveis estão o Ligue 180, delegacias especializadas, Casas da Mulher Brasileira, Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), Centro de Referência de Atendimento à Mulher (Cram), Ministério Público, Defensoria Pública e Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.


Esse será o tema da próxima matéria da série da campanha “A violência não mora aqui”.

Acompanhe as atualizações no site e nas redes sociais do CNJ. 


Para finalizar, clique aqui e participe do quizz de perguntas que pode ajudar a identificar se você ou alguém ao seu redor está num relacionamento saudável ou abusivo.

 

Texto: Regina Bandeira

Edição: Waleiska Fernandes

Supervisão de conteúdo: Juíza auxiliar da Presidência Suzana Massako; e Ceciana Schallenberger e Michelle Hugill, da equipe especializada de apoio do gabinete

Revisão: Luana Guimarães

Agência CNJ de Notícias




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