Ir para o conteúdo principal
Rua Desembargador Régulo Tinoco, 1078, Barro Vermelho, Natal/RNCNPJ 09.375.843/0001-47
AJA ANADECON - A voz do consumidor

Aja Anadecon · 15 de setembro de 2026

Especialistas defendem cuidado na regulação de redes para não comprometer liberdade de expressão

Assunto foi debatido pelo Conselho de Comunicação Social do Congresso Fonte: Agência Câmara de Notícias Em audiência pública do Conselho de Comunicação Social do Congresso nesta segunda-feira (14), o diretor do Instituto Sivis, Jamil Assis, sustentou que, ao contrário do que possa parecer, a internet no Brasil não é “terra de ninguém”. O especialista ressaltou que a legislação criminal vale também para as redes. Além disso, lembrou que já existem várias leis e regulamentos específicos em...

Por AJA ANADECON

Especialistas defendem cuidado na regulação de redes para não comprometer liberdade de expressão

Assunto foi debatido pelo Conselho de Comunicação Social do Congresso

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Em audiência pública do Conselho de Comunicação Social do Congresso nesta segunda-feira (14), o diretor do Instituto Sivis, Jamil Assis, sustentou que, ao contrário do que possa parecer, a internet no Brasil não é “terra de ninguém”.

O especialista ressaltou que a legislação criminal vale também para as redes.

Além disso, lembrou que já existem várias leis e regulamentos específicos em vigor, como o Estatuto da Criança e do Adolescente Digital (ECA Digital) e o marco civil da internet.

Na opinião de Jamil Assis, é imprudente “empilhar restrições” sobre um ambiente que ainda é pouco conhecido, porque isso poderia colocar em risco a liberdade de expressão.

De acordo com ele, levantamento realizado pelo Instituto Sivis apontou que a população não entende o conceito de liberdade de expressão e boa parte já pratica a autocensura, o que poderia piorar com o excesso de regulação das redes.

Segundo Assis, "38% dos brasileiros já se calam em conversas políticas dentro da própria família pelo menos uma vez por mês, e um em cada três brasileiros, no último ano, sentiu medo de ser prejudicado por autoridades por criticar políticas, agentes públicos, chegando a 36% em alguns grupos políticos". "Então, o silêncio já começou antes mesmo de passarem as leis, né? As pessoas já têm medo de se expressar”, apontou.

Jamil Assis defende que o melhor caminho para aprimorar o ambiente digital seria cobrar autorregulação das plataformas.

Ele também propõe que as empresas de tecnologia ofereçam opções para os próprios usuários apresentarem argumentos contrários em publicações, como forma de ampliar o debate.

Transparência

A diretora-executiva do InternetLab, Fernanda Campagnucci, concorda que o Brasil avançou em legislação para a internet e citou como exemplos o marco civil da internet e o ECA Digital.

Ela também ressaltou os riscos do excesso de rigor para a liberdade de expressão.

No entanto, a especialista ressalta que a legislação tem de garantir a transparência no processo de moderação das plataformas.

Um aspecto importante, segundo ela, é prever aspectos como auditorias para verificar se as empesas têm estrutura adequada para garantir a integridade do processo de acompanhamento e remoção de conteúdo.

“Só vai funcionar se tiver transparência real. Na prática, os termos das plataformas são genéricos demais. Isso deixa um limbo, tanto para usuário quanto para o moderador, do que pode ou que não pode.

A ausência de regras também favorece essa remoção excessiva”, afirmou.

Remoção de conteúdo

O representante da ONG Direito à Comunicação e Democracia (DiraCom), Alexandre Arns Gonzales, destacou que a moderação privada das plataformas pode restringir quem tem direito a voz nas redes. Ele também defende que a legislação deve prever regras claras sobre o processo de remoção de conteúdo.

Para Gonzales, sempre que uma publicação for removida da página, a empresa deve informar ao autor sobre o motivo da retirada e oferecer um canal para apelação.

Além disso, ele defende a definição legal de prazos para as plataformas avaliarem as apelações dos usuários.

A presidente do conselho, Patrícia Blanco, afirmou que as contribuições apresentadas poderão subsidiar a análise de propostas relacionadas ao tema pelo Congresso.

Segundo ela, a legislação deve conciliar o combate ao discurso de ódio, à intolerância e à desinformação com a preservação da liberdade de expressão.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

https://www.camara.leg.br/noticias/1304413-especialistas-defendem-cuidado-na-regulacao-de-redes-para-nao-comprometer-liberdade-de-expressao

Notícias relacionadas

Companhia aérea indenizará passageiras idosas em R$ 16 mil por atraso em voo internacional e bagagem danificada
Aja Anadecon06 de outubro de 2026

Companhia aérea indenizará passageiras idosas em R$ 16 mil por atraso em voo internacional e bagagem danificada

Publicado em: 06/10/2026 Decisões Judiciais O 14°Juizado Especial Cível da Comarca de Natal condenou uma companhia aérea após duas passageiras idosas perderem uma conexão em razão do atraso de um voo internacional de retorno de Santiago, no Chile, para a capital potiguar. Ao analisar o caso, o juiz Jessé de Andrade Alexandria reconheceu a falha na prestação de serviço e determinou o pagamento de R$ 8 mil, por danos materiais, para cada uma das autoras, além de R$ 450,00 por danos morais em...

Ler notícia completa
Projeto amplia transparência sobre dados usados na análise de crédito- 06/10/2026
Aja Anadecon06 de outubro de 2026

Projeto amplia transparência sobre dados usados na análise de crédito- 06/10/2026

O Projeto de Lei 3360/26 garante acesso gratuito e simplificado aos dados positivos e negativos que compõem o histórico de crédito e permite ao consumidor saber quais foram os principais fatores considerados quando um pedido de crédito for negado, limitado ou condicionado. Em análise na Câmara dos Deputados, a proposta acrescenta regras ao Código de Defesa do Consumidor. Pelo texto, as instituições que usem informações do consumidor na análise de crédito fornecerão os seguintes dados:...

Ler notícia completa
STJ deve adotar conta gov.br como autenticação nos serviços digitais ao cidadão
Aja Anadecon05 de outubro de 2026

STJ deve adotar conta gov.br como autenticação nos serviços digitais ao cidadão

INSTITUCIONAL 02/10/2026 O Superior Tribunal de Justiça (STJ) deve adotar o uso da conta gov.br como meio de autenticação nos serviços digitais do tribunal voltados aos cidadãos que necessitem de identificação por usuário e senha. A medida faz parte do processo de modernização da corte e permitirá o acesso a diversos sistemas por meio de uma solução unificada. Com a mudança, os usuários não precisarão manter múltiplos cadastros e nem aprender procedimentos distintos para cada sistema. Essa...

Ler notícia completa