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Aja Anadecon · 11 de março de 2026

Do papel ao digital: redução de impressões impulsiona eficiência e sustentabilidade no Judiciário

2 de março de 2026 A redução do uso de papel constitui uma diretriz permanente do Plano de Logística Sustentável (PLS), construída e aprimorada de forma contínua ao longo dos ciclos de planejamento e monitoramento. No Poder Judiciário de Mato Grosso, essa orientação se traduz na busca por maior eficiência administrativa, controle de gastos e responsabilidade ambiental, alinhando gestão de recursos à modernização institucional. No Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o avanço das...

Por AJA ANADECON

Do papel ao digital: redução de impressões impulsiona eficiência e sustentabilidade no Judiciário

2 de março de 2026

A redução do uso de papel constitui uma diretriz permanente do Plano de Logística Sustentável (PLS), construída e aprimorada de forma contínua ao longo dos ciclos de planejamento e monitoramento.

No Poder Judiciário de Mato Grosso, essa orientação se traduz na busca por maior eficiência administrativa, controle de gastos e responsabilidade ambiental, alinhando gestão de recursos à modernização institucional.

No Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o avanço das ferramentas digitais tem permitido revisar práticas consolidadas e reavaliar a real necessidade de impressão nas rotinas judiciais e administrativas.

O foco não é acabar com o papel, mas evitar o uso automático.

A ideia é simples: o digital deve ser a regra, e a impressão deve ocorrer apenas quando for realmente necessária.

A dimensão do consumo

No último período analisado, o TJMT utilizou 11.725 resmas de papel.

Empilhadas, elas alcançariam aproximadamente 591 metros de altura, o equivalente a um prédio de mais de 180 andares, ou quase duas vezes a altura da Torre Eiffel.

Em 2025, foram impressas mais de 9 milhões de páginas A4.

Se dispostas em sequência, essas folhas percorreriam aproximadamente 2.673 quilômetros – distância suficiente para ir de Cuiabá a Brasília e ainda seguir.

Cada impressão envolve não apenas papel, mas também toner, energia elétrica, manutenção e substituição de equipamentos.

Reduzir esse consumo significa diminuir despesas, utilizar melhor o orçamento e reduzir o impacto ambiental das atividades institucionais.

Digitalização e reorganização das rotinas

Os efeitos da digitalização já são percebidos no dia a dia das unidades.

O uso de documentos e processos eletrônicos contribui para maior agilidade na tramitação, facilita o acesso às informações e torna o compartilhamento entre setores mais simples e rápido.

Com menos dependência de arquivos físicos, as equipes dedicam menos tempo a tarefas operacionais e reduzem retrabalho, tornando as rotinas mais organizadas e objetivas.

Experiência prática

No gabinete do Desembargador Rodrigo Roberto Curvo, coordenador do Núcleo de Sustentabilidade do TJMT, as atividades passaram a ser executadas integralmente em ambiente digital.

A análise de processos, a elaboração de votos e o acompanhamento das sessões ocorrem sem necessidade de impressão no cotidiano.

“A experiência que vivemos no gabinete mostrou que é totalmente possível trabalhar sem papel no dia a dia. Não é uma questão de restrição, mas de consciência.

Quando você percebe que o digital oferece mais agilidade, organização e segurança do que o papel, a mudança deixa de ser um esforço e passa a ser uma escolha natural”, afirma.

A prática demonstra que a transição é viável e pode ser ampliada gradualmente, respeitando as especificidades de cada unidade.

Cultura institucional voltada ao uso consciente

A proposta não é eliminar o papel, mas utilizá-lo de forma responsável.

Rever hábitos cotidianos, como avaliar a real necessidade de imprimir, utilizar frente e verso e priorizar assinaturas eletrônicas, gera resultados concretos, sem prejuízo às atividades, promovendo maior eficiência e sustentabilidade.

Mais do que uma ação ambiental, reduzir impressões significa simplificar rotinas, evitar desperdícios e alinhar a gestão às metas previstas no Plano de Logística Sustentável.

Fonte: Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul

https://www.cnj.jus.br/do-papel-ao-digital-reducao-de-impressoes-impulsiona-eficiencia-e-sustentabilidade-no-judiciario/

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