top of page

Análise dos Especialistas em Segurança Viária

  • contatoajaanadecon
  • 17 de jul.
  • 2 min de leitura

A reportagem destaca a preocupação de engenheiros de tráfego com a subnotificação de infrações

perigosas.



Embora os números de flagrantes de avanço de sinal e uso de celular pareçam altos, especialistas apontam que a proporção real nas ruas é drasticamente maior.


O foco das operações de fiscalização tem sido intensificado nos cruzamentos urbanos para tentar conter o avanço de riscos diretamente ligados ao atropelamento de pedestres e colisões graves.


Além disso, as autoridades reforçam que o esquecimento do prazo de transferência de propriedade (geralmente após a compra de um veículo usado) gera transtornos burocráticos e um peso financeiro desnecessário ao bolso do condutor.


O balanço detalhado deste primeiro semestre de 2026 revela uma dinâmica muito clara: a fiscalização está dividida entre comportamentos de risco nas vias e o esquecimento burocrático de documentações.


Os dados consolidados pelo Registro Nacional de Infrações de Trânsito (Renainf) e pelos Detrans estaduais mostram duas realidades paralelas:

O Cenário Nacional (Renainf): A Velocidade Reina

Se olharmos para os dados que somam a fiscalização de todos os órgãos (Radares de prefeituras, Polícia Rodoviária Federal e Detrans), o cenário é dominado pelo pé pesado dos motoristas:


O Campeão Isolado: 

O excesso de velocidade (considerando até 20% e entre 20% a 50% acima do limite) registrou a marca de 19,1 milhões de autuações no país entre janeiro e maio de 2026.

Nenhuma outra infração chega perto desse volume.  


Média Assustadora: 

Isso representa mais de 3,8 milhões de multas por velocidade ao mês no Brasil — o que equivale a cerca de 88 flagrantes por minuto.  


O Top 3 Nacional: 

Logo atrás da velocidade, aparecem o avanço de sinal vermelho (2,2 milhões) e as multas de NIC (Não Indentificação do Condutor), aplicadas a veículos de pessoas jurídicas quando a empresa não indica quem estava dirigindo (2,2 milhões).  

O Cenário de "Balcão" (Detran): O Gargalo Documental

Quando filtramos apenas o que compete diretamente aos Detrans estaduais (como o balanço do Detran-SP atualizado em julho de 2026), o perfil muda drasticamente, pois o órgão foca muito na regularidade do veículo:


A "Fábrica" de Pontos por Esquecimento: 

A infração por deixar de transferir o veículo em até 30 dias bateu recorde com 478 mil autuações apenas no primeiro semestre em SP.


Juntando essa falta com o licenciamento atrasado (184 mil autuações), as falhas de documentação somam mais de 40% de todas as multas operadas pelo órgão de trânsito paulista. 

 

O Perigo Oculto do Celular: 

O balanço apontou cerca de 81 mil multas por dirigir segurando ou manuseando o telefone.


Porém, especialistas em segurança viária alertam para a subnotificação:

a estimativa é de que para cada 1 multa aplicada por celular ou avanço de sinal, milhares de outras aconteçam sem que haja um agente ou câmera para flagrar.

O Impacto no Bolso e na Carteira

As autoridades reforçam que, com o endurecimento das regras de trânsito e o teto de pontuação da CNH, acumular infrações bobas (como atrasar a transferência ou ignorar o cinto) coloca o motorista muito rapidamente na zona de suspensão da carteira.


Atenção aos prazos: 

A infração por não transferir o carro em 30 dias (Art. 233 do CTB) é de natureza grave, gera 5 pontos na carteira e custa R$ 195,23.


É um prejuízo que pode ser facilmente evitado acompanhando os canais digitais do governo.



Comentários


Associação Brasileira em Defesa do Consumidor Criança e Adolcente do Idoso e em Defesa da Cidadania CNPJ 09.375.843/0001-47

bottom of page